O Censo Coworking 2026, 4ª edição do levantamento da Woba, mostra que o número de espaços de coworking no Brasil chegou a 4.416 em 2025 e que a oferta avançou para fora das capitais. Entre os operadores retratados, acompanhar indicadores, ter foco em empresas e manter ocupação alta aparecem associados a melhores resultados. O estudo mede operadores, não clientes, não publica ficha técnica e não traz dados de Campo Grande. Por isso, os números servem como contexto, não como prova sobre um espaço específico.
O que é o estudo e de quando é cada dado
O Censo Coworking 2026 é a 4ª edição de um levantamento publicado pela Woba, empresa que atua comercialmente no mercado de espaços flexíveis. O material é um PDF de 40 páginas, disponível após cadastro na página do estudo. As citações deste artigo indicam a página do PDF de onde cada dado saiu.
Três cuidados valem para todo o texto:
- O ano do título não é o ano da medição. O Censo "2026" traz a série de mercado até 2025. Parte dos dados de produto remete à edição anterior, o Censo 2025.
- O universo é de operadores. Quem respondeu foram empresas que administram coworkings. Os percentuais descrevem esses operadores, não os clientes, os usuários nem as empresas brasileiras em geral.
- Não há ficha técnica publicada. O estudo não informa tamanho da amostra, período de campo nem margem de erro. Por isso, ao longo do artigo, usamos a expressão "entre os operadores retratados no levantamento da Woba".
Nada disso invalida o estudo, que reúne um panorama nacional do setor. Só significa que ele deve ser lido como o que é: um panorama declarado pelos operadores, feito por uma empresa com interesse comercial no tema.
Quantos coworkings existem no Brasil
Segundo o Censo Coworking 2026 (p. 6), o Brasil tinha 4.416 espaços de coworking em 2025. A série publicada começa em 2017, com 810 espaços. Os valores de 2017 a 2019 são creditados, no próprio gráfico do Censo, à Coworking Brasil. Para 2020 e 2021, o estudo não publica valor, e este artigo não estima esses anos.
De 2024 para 2025, o total passou de 3.886 para 4.416 espaços. Isso equivale a +530 espaços (4.416 − 3.886) e a +13,64% ((4.416 − 3.886) ÷ 3.886 × 100), cálculo a partir de valores divulgados. No intervalo anterior, de 2023 (2.986) para 2024 (3.886), a alta foi de +30,14% ((3.886 − 2.986) ÷ 2.986 × 100), também cálculo a partir de valores divulgados. Ou seja: a oferta continuou crescendo em 2025, em ritmo menor que no ano anterior.
* Cálculo a partir de valores divulgados: 4.416 − 3.886 = 530; 530 ÷ 3.886 × 100 = 13,64%. Indicador: número de espaços de coworking. Local: Brasil. Período: 2017 a 2025. Fonte: Woba, Censo Coworking 2026, 4ª edição, p. 6 (2017–2019 creditados à Coworking Brasil).
Ver dados do gráfico
| Ano | Espaços no Brasil |
|---|---|
| 2017 | 810 |
| 2018 | 1.194 |
| 2019 | 1.497 |
| 2020 | sem dado publicado |
| 2021 | sem dado publicado |
| 2022 | 2.443 |
| 2023 | 2.986 |
| 2024 | 3.886 |
| 2025 | 4.416 |
Atenção: o Censo publicado em 2026 não traz um total de espaços "de 2026". O dado mais recente da série é o de 2025. Também não há valores para 2020 e 2021, por isso não dá para traçar uma linha contínua entre 2019 e 2022.
O coworking saiu das capitais
O dado mais revelador do Censo talvez seja geográfico. Segundo a p. 7, a participação das capitais no total de espaços de coworking do Brasil caiu de 58,5% em 2023 para 41,8% em 2025. A diferença é de 16,7 pontos percentuais (58,5 − 41,8), cálculo a partir de valores divulgados.
É preciso ler com precisão. Uma queda de participação não significa que as capitais perderam coworkings. Como o total do país cresceu no período (de 2.986 para 4.416 espaços, conforme a p. 6), a fatia das capitais pode diminuir mesmo que elas tenham mantido ou ampliado o número de espaços. O que o dado mostra é que o interior cresceu mais depressa.
Indicador: participação das capitais no total de espaços de coworking. Universo: espaços de coworking mapeados no Brasil. Período: 2023 e 2025. A diferença de −16,7 p.p. é cálculo a partir de valores divulgados (41,8 − 58,5) e se refere a pontos percentuais, não a uma queda de 16,7% no número de espaços. Fonte: Woba, Censo Coworking 2026, p. 7.
Ver dados do gráfico
| Ano | Participação das capitais |
|---|---|
| 2023 | 58,5% |
| 2025 | 41,8% |
| Diferença (cálculo a partir de valores divulgados) | −16,7 p.p. |
O Censo também descreve, de forma qualitativa, onde esse avanço apareceu (p. 7): a Região Sul teve o maior avanço percentual, Goiás cresceu mais que qualquer outro estado e Fortaleza liderou o crescimento fora do eixo Rio–São Paulo. O estudo não publica números por unidade da federação, então não há como comparar Mato Grosso do Sul com outros estados a partir dele.
Capital × interior: ocupação e resultado
Quando separa os operadores por localização, o Censo (p. 8 e p. 18) mostra diferenças de ocupação, mas não de lucratividade:
| Indicador (operadores retratados) | Capital | Interior |
|---|---|---|
| Espaços com ocupação acima de 76% | 55% | 31% |
| Ocupação média | 69% | 60% |
| Operadores lucrativos | cerca de 32% | cerca de 32% |
Universo: operadores de coworking retratados no levantamento da Woba, Brasil. A ocupação média geral informada é de cerca de 65%. Fonte: Woba, Censo Coworking 2026, p. 8 e p. 18.
Na leitura do próprio dado, espaços nas capitais tendem a estar mais cheios, mas a fatia de operadores lucrativos é praticamente a mesma nos dois grupos. Campo Grande é capital, mas o Censo não informa números da cidade nem de Mato Grosso do Sul. A coluna "Capital" da tabela se refere ao conjunto das capitais retratadas no país, não a um retrato local.
Quem opera coworking
O perfil dos operadores (p. 10) ajuda a entender o setor. Entre os operadores retratados no levantamento da Woba:
- 74% têm uma única unidade;
- 65% ocupam até 500 m²;
- 60% abriram até 2019, e 14% abriram de 2023 em diante;
- o ano médio de abertura é 2019.
Esses percentuais respondem a perguntas diferentes e não devem ser somados entre si. O retrato geral é de um setor formado majoritariamente por negócios de uma unidade e de até 500 m², com a maior parte dos espaços aberta até 2019.
Sobre o imóvel (p. 11), 45% dos operadores estão em prédio comercial, 32% em imóvel comercial de rua, 14% em casa adaptada e 9% em outros tipos. Além disso, 53% funcionam em imóvel alugado. Para quem contrata, a informação é útil por um motivo prático: o tipo de imóvel influencia circulação, recepção, horário de acesso e organização das salas, itens que vale observar na visita.
Ocupação e resultado dos operadores
Segundo a p. 18 do Censo, 33% dos operadores retratados se declaram lucrativos e 52% dizem operar no ponto de equilíbrio. O estudo não detalha, nessa mesma passagem, como se distribui o restante, e este artigo não calcula esse complemento.
A ocupação aparece fortemente associada ao resultado declarado. Entre os espaços com ocupação acima de 86%, 56% são lucrativos, 43% estão no ponto de equilíbrio e 2% operam com prejuízo (p. 18). No outro extremo, entre os espaços com até 40% de ocupação, 42% estão no vermelho.
Nota: os três percentuais, como publicados, somam 101% (56 + 43 + 2), o que costuma ocorrer por arredondamento; o Censo não explica a diferença. Indicador: resultado declarado (lucro, equilíbrio, prejuízo). Universo: operadores retratados no levantamento da Woba com ocupação acima de 86%, Brasil. Fonte: Woba, Censo Coworking 2026, p. 18.
Ver dados do gráfico
| Resultado (ocupação acima de 86%) | Operadores |
|---|---|
| Lucrativos | 56% |
| Ponto de equilíbrio | 43% |
| Prejuízo | 2% |
| Soma publicada | 101% |
Dois detalhes importam. Primeiro, mesmo com ocupação muito alta, pouco mais da metade dos operadores se declara lucrativa; ocupação alta está associada a melhor resultado, mas não o garante. Segundo, os dados são declarados pelos próprios operadores e não incluem custo, preço ou porte em uma mesma análise. Por isso, não servem para concluir qual é a "ocupação ideal" de um espaço.
Para quem contrata, a leitura útil é outra: um espaço muito vazio tende a enfrentar pressão financeira, e um espaço muito cheio pode ter disputa por salas e estações em horários de pico. Na visita, vale perguntar como funciona a reserva de salas e o que acontece quando a demanda aperta.
Quem mede, lucra
Uma das comparações em destaque no estudo separa quem acompanha indicadores de quem não acompanha. Entre os operadores retratados (p. 18–19):
| Indicador | Acompanha pelo menos 1 indicador | Não acompanha nenhum |
|---|---|---|
| Lucrativos | 38,6% | 9,1% |
| Com prejuízo | 10,9% | 21,2% |
| Ocupação acima de 76% | 46,8% | 31,2% |
Universo: operadores de coworking retratados no levantamento da Woba, Brasil. Fonte: Woba, Censo Coworking 2026, p. 18–19.
Segundo o Censo, cerca de 1 em cada 6 operadores não acompanha nenhum indicador. A diferença entre os grupos é grande, mas é preciso dizer exatamente o que ela é. Ao dividir 38,6 por 9,1, chega-se a cerca de 4,24 (cálculo a partir de valores divulgados). Isso é uma razão entre proporções: a fatia de lucrativos é cerca de quatro vezes maior no grupo que mede. Não quer dizer que o lucro desses operadores seja quatro vezes maior, nem que começar a medir quadruplique o resultado.
Também é uma associação, não uma relação de causa. Operadores que acompanham indicadores podem ser, por exemplo, mais antigos, maiores ou mais organizados em outros aspectos. A lição vale como princípio de gestão, não como promessa. O tema dos indicadores para pequenos negócios será aprofundado em outro artigo do blog.
Foco em empresas
O Censo também compara operadores cujo público principal são empresas com operadores voltados sobretudo a pessoas físicas (p. 23). Entre os operadores retratados:
- Lucrativos: 40% entre os focados em empresas × 23,5% entre os focados em pessoa física;
- Com prejuízo: 7,1% × 17,6%, na mesma comparação.
Em um recorte separado, sobre ocupação, a fatia de espaços com ocupação abaixo de 40% é de 10% entre os focados em empresas e de 39,4% entre os focados em pessoa física (p. 23). São indicadores diferentes e não devem ser lidos como uma única escala.
Esses números falam do modelo de negócio do operador, não do valor do cliente. Autônomos, MEIs e profissionais liberais são público legítimo de coworking, e o dado não diz nada sobre a experiência deles como clientes. O que o Censo mostra é que o foco em empresas aparece associado a melhores resultados declarados pelos operadores. Para quem contrata como empresa, o tema de como estruturar essa contratação ficará para um artigo específico do blog.
IA
Segundo o Censo (p. 27), 44% dos operadores retratados usam inteligência artificial de alguma forma. O próprio estudo mostra que a maior parte desse uso ainda é pontual: só 6,7% dizem ter IA integrada à operação.
O uso varia bastante entre grupos (p. 28). Entre operadores que se posicionam como "basic", 13% usam IA, contra 66% entre os que se posicionam como "premium" (posicionamento autodeclarado). Entre os focados em empresas, 57% usam, contra 24% entre os focados em pessoa física. E há um dado que chama atenção: entre os veteranos (abertos até 2019), 50% usam IA, enquanto 64% dos novatos (abertos a partir de 2020) não usam.
Como nos demais recortes, o Censo trata a relação entre IA e resultado como associação. Para quem trabalha em um coworking, a mensagem prática é mais modesta: o dado descreve operadores, e cabe a cada empresa avaliar onde a IA ajuda na própria rotina. Sobre o tema, veja também Inteligência Artificial e o futuro do trabalho.
Prioridades e expansão
O Censo perguntou aos operadores quais são suas prioridades para 2026 (p. 34). As mais citadas foram:
- aumentar a ocupação: 69%;
- atrair grandes empresas: 42%;
- marketing: 29%;
- automatização: 22%.
Sobre crescimento físico, 25% dos operadores dizem planejar expansão e 40% dizem estar avaliando essa possibilidade (p. 34). Esses números são intenções declaradas, não previsões. Não indicam quantos espaços vão abrir em 2026 nem onde.
Para o cliente, a prioridade de aumentar a ocupação tem uma consequência simples: os operadores estão interessados em atrair e manter clientes. Na prática, use a visita para esclarecer formato, horário de uso e condições do contrato antes de assinar.
E Campo Grande?
O Censo Coworking 2026 não traz dados de Campo Grande nem de Mato Grosso do Sul. Nenhum dos percentuais acima pode ser aplicado diretamente à cidade. O que existe são dados oficiais de outras fontes que ajudam a entender o contexto local.
População. A estimativa do IBGE com data de referência em 1º de julho de 2025 é de 962.883 habitantes em Campo Grande, conforme divulgado pela imprensa local em agosto de 2025.
Abertura de empresas. Segundo a Jucems, em dados divulgados pela Semadesc, Mato Grosso do Sul registrou 24.116 novos empreendimentos no 1º quadrimestre de 2025: 4.868 empresas e 19.248 MEIs. Campo Grande respondeu por 2.046 novas empresas e 8.713 novos MEIs. Isso corresponde a cerca de 42% das novas empresas (2.046 ÷ 4.868 × 100) e cerca de 45% dos novos MEIs do estado (8.713 ÷ 19.248 × 100), cálculo a partir de valores divulgados. Mulheres responderam por 42,4% dos novos MEIs e 39,2% das novas empresas em MS no período.
Esses dados mostram que a capital concentra parte relevante da abertura de negócios no estado. Eles não dizem quantos coworkings existem na cidade nem quantas dessas empresas usam esse tipo de espaço.
A regra local: LC 513/2023
Campo Grande tem uma lei específica para coworkings: a Lei Complementar Municipal nº 513, de 21 de dezembro de 2023, publicada no Diogrande nº 7.326, de 22/12/2023. Alguns pontos ajudam a ler o mercado local:
- Art. 1º: define coworking como empreendimento autorizado a sediar múltiplas empresas, empreendedores e autônomos, com CNAE 8211-3/00, que fornece serviços de escritório virtual e de espaço físico. O §1º diferencia domicílio fiscal (usado em contrato social, junta comercial, Receita e órgãos públicos) de endereço comercial (só para divulgação).
- Art. 4º: exige do coworking alvará próprio e uma estrutura mínima, com pelo menos uma sala de reunião, local disponível para trabalho e funcionário para atendimento e recebimento de correspondências em horário comercial.
- Art. 5º: atribui ao órgão municipal a análise e a conclusão da viabilidade do domicílio fiscal no coworking, considerando a legislação de uso do solo. Nenhum coworking pode garantir esse resultado.
A lei não cria exclusividade: qualquer empresa que cumpra os requisitos pode oferecer domicílio fiscal. O 199 Offices é coworking autorizado nos termos da LC 513/2023 e membro fundador do MS.CO. Para o detalhamento da lei, leia o artigo sobre a LC 513/2023 e o coworking em Campo Grande e o texto sobre endereço fiscal e endereço comercial.
Como ler os números com cuidado
Todo estudo grande tem passagens em que o resumo simplifica o detalhe, e o Censo não é exceção. Apontar isso não diminui o trabalho; ajuda o leitor a usar cada número pelo que ele mede. Ao preparar este artigo, adotamos estas decisões:
- Resumo × detalhe da ocupação. O resumo do estudo, e também a página de divulgação, sugerem que, acima de 86% de ocupação, quase todo espaço é rentável. O detalhe da p. 18 mostra 56% lucrativos e 43% no ponto de equilíbrio. Usamos o detalhe.
- "Quatro vezes". A página de divulgação fala em operadores que acompanham indicadores serem cerca de quatro vezes mais propensos a lucrar. Como explicado acima, isso é uma razão entre proporções (38,6% ÷ 9,1%), não um lucro quatro vezes maior.
- Lucro × equilíbrio. Em um recorte por metragem, o texto do estudo chama de "lucrativas" as faixas que o gráfico descreve como "não opera no prejuízo". Ponto de equilíbrio não é lucro, por isso não usamos esses percentuais.
- Valores diferentes para o mesmo item. A oferta de sala de reunião e de eventos aparece com percentuais distintos em páginas diferentes, e a fatia de operadores "em fase de crescimento" também. Nesses casos, dizemos apenas que a sala de reunião é uma oferta quase universal entre os operadores e não usamos os percentuais.
- Denominador pouco claro. Um percentual sobre a "composição ideal" de salas privativas não deixa claro sobre qual base foi calculado. Ficou fora.
- Partes que não fecham o total. No uso de IA, as faixas detalhadas não somam exatamente o total de 44% e as bases não são claras. Por isso, não montamos funil nem pizza com esses dados.
- Pontos percentuais × percentual. A queda da participação das capitais é de 16,7 pontos percentuais. Em termos relativos, seria uma queda de cerca de 28,5% da fatia (16,7 ÷ 58,5 × 100, cálculo a partir de valores divulgados). São medidas diferentes, e misturá-las muda o sentido da frase.
- Arredondamentos. A fatia geral de lucrativos aparece como 33% (p. 18) e, no recorte capital × interior, como "cerca de 32%" nos dois grupos. Trate como ordem de grandeza, não como valor exato.
Além disso, vale repetir os três limites estruturais: o estudo mede operadores (não clientes), não publica ficha técnica e é produzido por uma empresa que atua comercialmente no setor. Oferta de um serviço pelos operadores não é preferência do consumidor, e lucro do operador não é lucro do cliente.
Dica de leitura: diante de qualquer percentual do setor, faça três perguntas. Quem foi medido? Quando? E o número descreve uma oferta, uma intenção ou um resultado? Essas respostas mudam o que o dado permite concluir.
O que muda para quem vai contratar: o Censo Coworking 2026 na prática
O Censo Coworking 2026 é um retrato do lado de quem oferece o serviço. Mesmo assim, ele sugere boas perguntas para quem vai escolher um espaço. Um exemplo: quando perguntados sobre seus diferenciais (p. 24), os operadores citaram localização (85%), estrutura (69%), preço (49%) e comunidade (21%). Esse é o discurso de quem vende, não o critério de quem compra. Cabe a você checar se o diferencial anunciado faz sentido para a sua rotina.
Leve estas cinco perguntas para a visita:
- Como funciona a reserva de salas de reunião nos horários de maior procura? O Censo associa ocupação alta a melhores resultados dos operadores; para você, o que importa é como o espaço organiza a demanda.
- O contrato é de prestação de serviço de coworking? Em Campo Grande, a LC 513/2023 (art. 8º) estabelece que a prestação de serviços de coworking na forma da lei não caracteriza locação nem sublocação. Leia as condições de prazo, renovação e saída.
- Se precisar de endereço fiscal, o espaço atende aos requisitos da LC 513/2023? Pergunte sobre CNAE 8211-3/00, alvará e estrutura mínima, e lembre que a viabilidade é analisada pelo município (art. 5º).
- Qual formato combina com o seu uso? Estação compartilhada, sala privativa e sala de reunião por hora atendem necessidades diferentes. Compare com o seu volume real de uso.
- O que está incluído e o que é cobrado à parte? Peça a lista por escrito: horas de sala, recepção de correspondência, horário de funcionamento e regras de acesso.
Para aprofundar, use o checklist para escolher coworking em Campo Grande e o comparativo entre sala privativa e estação de trabalho. Se você ainda vai formalizar o negócio, veja o guia para abrir CNPJ em Campo Grande.
No 199 Offices, os formatos disponíveis são estações de trabalho, escritórios prontos, salas de reunião e endereço fiscal. Veja os planos e preços em 199offices.com.br/planos.
Perguntas frequentes
Quantos coworkings existem no Brasil?
Segundo o Censo Coworking 2026, da Woba (p. 6), o Brasil tinha 4.416 espaços de coworking em 2025. Em 2024 eram 3.886, o que representa 530 espaços a mais e alta de 13,64% em um ano (cálculo a partir de valores divulgados).
Há total de 2026?
Não. O Censo foi publicado em 2026, mas a série de número de espaços vai até 2025. O estudo também não publica valores para 2020 e 2021.
As capitais perderam coworkings?
O Censo não afirma isso. O que caiu foi a participação das capitais no total de espaços, de 58,5% em 2023 para 41,8% em 2025, uma diferença de 16,7 pontos percentuais. Como o total do país cresceu, a fatia das capitais pode diminuir mesmo sem perda de espaços; o interior cresceu mais depressa.
Os dados valem para Campo Grande?
Não diretamente. O Censo não traz dados de Campo Grande nem de Mato Grosso do Sul, e os percentuais descrevem operadores de coworking retratados no levantamento, não clientes. Para a cidade, use fontes locais, como a Jucems para abertura de empresas e o IBGE para população, e a LC 513/2023 para as regras de domicílio fiscal em coworking.
Quem faz o Censo?
O Censo Coworking é publicado pela Woba, empresa que atua comercialmente no mercado de espaços flexíveis; a edição de 2026 é a 4ª. O estudo não publica ficha técnica com tamanho da amostra, período de campo ou margem de erro.
Vai escolher um coworking em Campo Grande?
Visite o espaço, leve suas perguntas e compare os formatos com a sua rotina. Veja os planos e condições.
Rua Amazonas, 203 - Monte Castelo - Campo Grande, MS
Este conteúdo é informativo e não substitui a orientação de um contador ou advogado para o seu caso. Confira o texto vigente das normas no Diogrande e na SEFAZ-MS.
Fontes
- Woba. Censo Coworking 2026, 4ª edição (PDF de 40 páginas; dados citados das p. 6, 7, 8, 10, 11, 18, 19, 23, 24, 27, 28 e 34). censocoworking2026.woba.com.br
- Semadesc / Jucems. Mato Grosso do Sul registra mais de 24 mil novos empreendimentos no 1º quadrimestre de 2025 (25/07/2025). semadesc.ms.gov.br
- Campo Grande News. Estimativa populacional do IBGE para Campo Grande, 2025 (28/08/2025). campograndenews.com.br
- Correio do Estado. Estimativa populacional do IBGE com referência em 1º/07/2025. correiodoestado.com.br
- Campo Grande. Lei Complementar nº 513, de 21/12/2023, publicada no Diogrande nº 7.326, de 22/12/2023, p. 2. diogrande.campogrande.ms.gov.br