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Mulheres Empreendedoras em Campo Grande: Tendências 2026, Barreiras e Como o Coworking Apoia o Crescimento

Dados reais do Sebrae sobre o avanço dos negócios liderados por mulheres em Mato Grosso do Sul, os obstáculos que ainda persistem e o papel do espaço profissional no crescimento sustentável desses negócios.

⏱️ 9 min de leitura 📅 Julho 2026 Empreendedorismo Feminino

Em 2026, empreender sendo mulher em Campo Grande deixou de ser exceção para se tornar uma das forças mais dinâmicas da economia local. De salões de beleza e consultorias a escritórios de advocacia, agências de marketing e negócios de tecnologia, as mulheres sul-mato-grossenses vêm assumindo protagonismo na abertura de novos negócios, muitas vezes conciliando a rotina empresarial com a gestão da casa e dos filhos. Levantamentos recentes do Sebrae confirmam esse movimento com números concretos, e não apenas com percepção: Mato Grosso do Sul está historicamente entre os estados com maior participação feminina na abertura de pequenos negócios do país.

Ainda assim, o caminho está longe de ser simples. Entre o desejo de empreender e a consolidação de um negócio saudável, existem barreiras concretas e documentadas — como a diferença de rendimento entre homens e mulheres à frente de negócios — e outras mais sutis, como a falta de um espaço profissional adequado para receber clientes e fechar negócios com credibilidade. Este artigo reúne dados oficiais do Sebrae sobre o cenário de Mato Grosso do Sul e do Brasil, discute essas barreiras com base em pesquisas reais e mostra como o modelo de coworking tem se tornado peça-chave na trajetória de crescimento de muitas empreendedoras da região.

Panorama do empreendedorismo feminino em MS: o que dizem os dados do Sebrae

Segundo o relatório especial "Empreendedorismo Feminino no Brasil", desenvolvido pelo Sebrae em 2019 com base em dados do IBGE (PNAD Contínua) e do Global Entrepreneurship Monitor, Mato Grosso do Sul já registrava o maior percentual de mulheres empreendedoras do país entre os estados: 38% dos negócios do Estado eram liderados por mulheres, acima da média nacional de 34% da época.

Um levantamento mais recente do Sebrae, divulgado em março de 2026 com dados de todo o ano de 2025, mostra que essa liderança se manteve: Mato Grosso do Sul registrou 41,9% de participação feminina na abertura de pequenos negócios (MEI, microempresas e empresas de pequeno porte) em 2025, praticamente em linha com a média nacional de 41,7% — e à frente da maioria dos estados brasileiros. Nacionalmente, mais de 2 milhões de pequenos negócios liderados por mulheres foram criados em 2025, um recorde que superou em mais de 320 mil o resultado de 2024.

Outro dado relevante vem de um estudo do Sebrae baseado na PNAD Contínua do IBGE, divulgado em abril de 2026: em dez anos (2015 a 2025), o número de mulheres donas de negócio no Brasil cresceu 27%, passando de 8,2 milhões para 10,4 milhões — o maior patamar da série histórica, e um crescimento 16 pontos percentuais maior do que o registrado entre os homens no mesmo período. O mesmo estudo mostra que a maior parte das empreendedoras brasileiras (51,3%) está na faixa dos 30 aos 49 anos, período de maior maturidade profissional.

Empreendedorismo Feminino — Dados Reais do Sebrae

41,9%
dos pequenos negócios abertos em MS em 2025 foram liderados por mulheres
38%
participação feminina nos negócios de MS apurada pelo Sebrae em 2019 — a maior do país à época
+27%
crescimento do empreendedorismo feminino no Brasil entre 2015 e 2025
30–49
faixa etária de 51,3% das empreendedoras brasileiras

Fontes: Sebrae/SEMADESC-MS (relatório 2019) e Agência Sebrae de Notícias, com base em dados da Receita Federal e da PNAD Contínua/IBGE (divulgados em mar. e abr. de 2026).

Barreiras persistentes para quem empreende sendo mulher

Apesar do crescimento consistente, os próprios dados do Sebrae mostram que o caminho da empreendedora ainda esbarra em obstáculos estruturais mensuráveis. Três frentes se destacam:

Diferença de rendimento e acesso a crédito. O mesmo levantamento do Sebrae com base na PNAD Contínua mostra que, em dezembro de 2025, o rendimento médio das mulheres à frente de negócios era de R$ 2.929,94, contra R$ 3.864,12 dos homens — uma diferença de 24%. É o menor hiato já registrado na série histórica (caiu 9,5 pontos percentuais desde 2012), mas ainda expressivo. Essa desigualdade de renda dificulta o acesso a crédito bancário tradicional, já que muitas instituições avaliam faturamento e histórico financeiro na análise de risco. Foi para atender a essa lacuna que o Sebrae criou o Fampe Mulher, fundo de aval exclusivo para negócios liderados por mulheres, que viabilizou R$ 734 milhões em crédito somente em 2025.

Conciliação entre família e trabalho. A divisão desigual das tarefas domésticas e de cuidado com filhos ainda recai, na maioria dos lares brasileiros, sobre as mulheres. Isso significa que grande parte das empreendedoras administra o negócio em horários fragmentados, entre a escola das crianças, consultas médicas e demandas da casa — o que exige modelos de trabalho mais flexíveis do que o expediente fixo tradicional de um escritório convencional.

Falta de espaço profissional adequado para atender clientes. Esta barreira é menos discutida nos levantamentos oficiais, mas é recorrente no relato de empreendedoras: muitas começam o negócio de casa, o que é economicamente racional no início, mas rapidamente se torna um obstáculo à credibilidade e ao crescimento. Reunir um cliente na sala de casa, atender uma videochamada importante com barulho de fundo, ou não ter um endereço comercial para emitir contratos e notas fiscais são situações que, com frequência, custam oportunidades de negócio.

Participação feminina por setor de atividade

O levantamento do Sebrae divulgado em março de 2026 também detalha em quais setores as mulheres têm maior presença entre os negócios abertos no Brasil em 2025. A Indústria lidera, seguida de perto por Serviços e Comércio — enquanto a Construção segue como o setor com menor presença feminina:

Participação feminina na abertura de pequenos negócios por setor — Brasil, 2025

45%
Indústria
44%
Serviços
43%
Comércio
11%
Construção

Fonte: Agência Sebrae de Notícias, "Abertura de pequenos negócios por mulheres bate recorde em 2025" (dados nacionais, mar. 2026).

Espaço de convivência do 199 Offices usado por empreendedoras em Campo Grande MS
199 Offices — Ambiente de convivência que também serve como ponto de networking entre empreendedoras.

Programas de apoio e fomento ao empreendedorismo feminino

O ecossistema de apoio à mulher empreendedora conta hoje com iniciativas concretas, com regras, prazos e resultados documentados publicamente pelo Sebrae. Conhecer essas frentes é fundamental para quem está começando ou buscando dar o próximo passo no negócio.

Programa O que oferece Para quem é indicado
Prêmio Sebrae Mulher de Negócios Premiação nacional (há 22 anos) de até R$ 50 mil, capacitações gratuitas, missão técnica e mentoria on-line MEI, microempresas, produtoras rurais e artesãs formalizadas
Elas Exportam (MDIC, ApexBrasil e Sebrae) Mentoria individual para internacionalização; 120 vagas na 6ª edição, incluindo cotas para TI, audiovisual e games Negócios com potencial de exportação de produtos ou serviços
Fampe Mulher (Sebrae) Fundo de aval exclusivo para crédito de negócios liderados por mulheres (R$ 734 milhões acessados em 2025) Quem precisa de capital de giro ou investimento e enfrenta dificuldade de garantias
Sebrae Delas (Sebrae/MS) Atendimento, capacitação e feiras de negócios locais para empreendedoras de Mato Grosso do Sul Empreendedoras de MS em qualquer estágio do negócio

Esses programas são fundamentais para reduzir as barreiras de crédito e capacitação, mas resolvem apenas parte da equação. Depois de capacitada, orientada e com um plano de negócio mais sólido, a empreendedora ainda precisa de um lugar físico onde transformar esse conhecimento em atendimentos reais, reuniões produtivas e uma imagem profissional consistente — e é exatamente aqui que entra a discussão sobre espaço de trabalho.

⚠️ Atenção: segundo o Sebrae, 37% das mulheres donas de negócio no Brasil já possuem CNPJ formalizado — um índice que supera o dos homens (cerca de 33%), mas que ainda deixa uma parcela relevante na informalidade. Não ter um endereço comercial válido é um dos motivos mais comuns para adiar essa formalização, o que limita o acesso a crédito bancário, emissão de notas fiscais e parcerias que exigem CNPJ ativo.

Como o coworking resolve a barreira do espaço profissional

Entre as barreiras discutidas — crédito, conciliação familiar e espaço profissional —, a última é a que tem uma solução mais imediata e acessível: o coworking. Um espaço compartilhado bem estruturado resolve, de uma só vez, vários dos principais entraves enfrentados por empreendedoras:

Imagem profissional sem o custo de um escritório próprio. Atender um cliente em uma sala privativa bem equipada, com recepção e estrutura de apoio, transmite seriedade e confiança — algo decisivo para negócios de consultoria, advocacia, terapias, estética avançada e serviços profissionais em geral.

Flexibilidade compatível com a rotina de quem concilia família e trabalho. Diferente de um contrato de aluguel comercial tradicional, o coworking permite que a empreendedora use o espaço quando precisa, sem o peso de uma estrutura fixa que precisa ser mantida e paga integralmente mesmo nos dias em que ela está em casa com os filhos.

Endereço comercial para formalização do CNPJ. Ter um endereço fiscal válido resolve, de imediato, um dos principais entraves para a formalização mencionados no alerta acima — destravando acesso a crédito bancário, emissão de notas fiscais e participação em licitações ou parcerias que exigem CNPJ ativo com endereço comercial.

Rede de contatos e comunidade. Um espaço de coworking bem estruturado reúne profissionais de diferentes áreas em um mesmo ambiente — o que naturalmente gera indicações, parcerias e trocas de experiência.

Estação de trabalho do 199 Offices ideal para empreendedoras em Campo Grande MS
199 Offices — Estação de trabalho pronta para atendimentos e reuniões profissionais.
💡 Dica: antes de assinar qualquer contrato comercial, avalie se o espaço permite uso flexível (por hora, dia ou mês) e se o imóvel tem estabilidade jurídica — ou seja, se pertence à própria administradora do coworking, evitando o risco de despejo por venda do imóvel ou fim de contrato de locação repassado.

199 Offices como rede de apoio para empreendedoras

O 199 Offices, localizado na Rua Amazonas, 203, no bairro Monte Castelo, em Campo Grande, foi pensado para ser mais do que um endereço comercial: é um ambiente de trabalho pensado para quem precisa de estrutura profissional com flexibilidade real. Um diferencial importante é que o imóvel é próprio da administração do espaço, o que garante estabilidade jurídica permanente — a empreendedora que usa o endereço do 199 Offices no CNPJ não corre o risco comum em outros coworkings de precisar mudar de endereço por renovação de contrato de locação ou venda do imóvel.

Para quem está começando, a Estação de Trabalho oferece um ambiente compartilhado produtivo, com toda a infraestrutura necessária para o dia a dia. Para negócios que já atendem clientes com frequência, como consultorias, escritórios de advocacia ou serviços de saúde e bem-estar, a Sala Privativa garante privacidade, silêncio e uma apresentação profissional consistente. Entre um atendimento e outro, os ambientes de convívio funcionam como ponto de encontro natural entre empreendedoras de diferentes áreas.

Ambiente de convívio do 199 Offices onde empreendedoras trocam experiências em Campo Grande MS
199 Offices — Espaço de convívio que estimula trocas entre empreendedoras de diferentes setores.

Mais do que uma solução de espaço físico, o 199 Offices busca ser um ponto de apoio prático na trajetória de quem empreende em Campo Grande: um lugar onde é possível atender clientes com credibilidade, formalizar o negócio com um endereço estável, e ainda construir uma rede de contatos que fortalece o crescimento a médio e longo prazo.

Área de descanso do 199 Offices para pausas durante a rotina de trabalho em Campo Grande MS
199 Offices — Área de descanso pensada para pausas produtivas ao longo do dia.

Perguntas frequentes

Mato Grosso do Sul realmente tem mais mulheres empreendedoras que a média nacional?

Sim. Segundo relatório do Sebrae de 2019, MS tinha 38% dos negócios liderados por mulheres, o maior percentual entre os estados brasileiros à época (média nacional de 34%). Em 2025, o estado manteve participação de 41,9%, próxima da média nacional de 41,7%, segundo dados divulgados pela Agência Sebrae de Notícias em março de 2026.

O que é o Fampe Mulher e como ele ajuda no acesso a crédito?

É um fundo de aval do Sebrae, exclusivo para negócios liderados por mulheres, que oferece garantia para empréstimos bancários. Em 2025, viabilizou R$ 734 milhões em crédito para empreendedoras em todo o país, segundo o Sebrae.

Como o coworking ajuda mulheres que trabalham de casa a formalizar o negócio?

O coworking oferece um endereço comercial válido para uso no CNPJ, o que resolve um dos principais entraves para a formalização de negócios que operam de casa. Isso amplia o acesso a crédito bancário, emissão de notas fiscais e participação em parcerias e licitações que exigem endereço comercial ativo.

Qual a diferença entre Estação de Trabalho e Sala Privativa no 199 Offices?

A Estação de Trabalho é um ambiente compartilhado ideal para o dia a dia de quem precisa de estrutura e produtividade sem custos fixos de um escritório próprio. A Sala Privativa é indicada para quem atende clientes com frequência e precisa de mais privacidade e silêncio. Os detalhes de cada modalidade, incluindo planos e preços atualizados, estão disponíveis em 199offices.com.br.

Por que a estabilidade jurídica do imóvel importa para quem usa o endereço no CNPJ?

Quando o coworking opera em um imóvel próprio, como é o caso do 199 Offices na Rua Amazonas, 203, em Monte Castelo, o risco de mudança forçada de endereço por fim de contrato de locação ou venda do imóvel é eliminado, mantendo o CNPJ estável a longo prazo.

Existem programas de apoio específicos para empreendedoras em Mato Grosso do Sul?

Sim. O Sebrae/MS mantém o programa Sebrae Delas, com atendimento, capacitação e feiras de negócios voltadas exclusivamente a empreendedoras do estado, além do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios (nacional) e do Fampe Mulher para acesso a crédito.

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📍 Rua Amazonas, 203 — Monte Castelo — Campo Grande, MS

Referências


Mulheres Empreendedoras em Campo Grande: Tendências 2026, Barreiras e Como o Coworking Apoia o Crescimento